Nome: Max
Idade: 21
Status: Caminhando

“Cada passo, uma construção da história. Um viver. Um ser... a própria história de um Ser. Um universo particular. Cada passo, uma marca...”



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O que é isto?


Voltei (de novo).

     Tudo pronto, a Internet voltou a funcionar aqui em casa e eu estou com alguns pensamentos acumulados, não pretendo abandoná-los mais, pelo menos até onde posso escolher. E pra começar vai este pequeno texto.

 

Cai na Real

     Se um gato atravessa uma ponte não é provada sua resistência, mas se um trem a atravessa alguém poderia dizer que ela é realmente forte e outro, conferiria as estruturas para dar-se a certeza que o trem não causou muitos estragos, por fim, a questão é que, gatos talvez, não façam diferença. Entendo que seja cômodo ancorar nossas emoções e estado de mente sentados no sofá assistindo a novelas e reality shows. Entendo que seja desejável, talvez por ser cômodo, pois pareceria estranho se alguém trocasse, em escolha, uma pedrinha no sapato por uma bigorna na cabeça, chamaríamos loucura se, voluntariamente, o cisco no olho desse lugar à cegueira. Ninguém quer sentir a pressão, o peso de cada vagão ao tremer cada base entre aquela tão conhecida e cruel expectativa se vai ser sempre assim. Posso cuidar que seja melhor não pensar em inevitabilidades na distração do sofá, ou o melhor mesmo seja arriscar-se em dar uma olhada e saber se essas colunas realmente suportam tanto. Posso escolher fingir e viver num otimismo burro pensando assim evitar o desespero ou levantar-me e, sem desespero, simplesmente confiar e agir sem fazer nada além do que é preciso, e o que é preciso confiando. “Mas tudo isso não tem nada a ver comigo, meu mundinho é melhor, aspiro por minha realidade mesmo que não seja verdade”. Mas todos os dias caem, e eu posso perceber, e sentir, alguns tijolos dessa parede pintada de ilusão.
     E vai ser sempre assim, tudo depende de como encaro o que não depende de mim. Não posso arriscar-me pelo que já é obvio a deixar de sorrir.
     Algo vai passar e eu estou pronto e mais certo estou agora de que gatos não fazem mesmo diferença, pois assim, para que serve a ponte? Que eles aprendam a nadar.



- Postado por: Max às 11:31
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Eu vi...

Eu vi luzes que tocavam as nuvens,

Que ora se moviam aleatoriamente ora pareciam querer imitar uma evolução de uma comissão de frente...

E gente...   Eu vi muita gente.

Gente de todos os tipos, e de línguas também.

Gente do Brasil e do mundo estavam lá pra ver o que estávamos vendo

Brilhos, cores - mas numa variedade tão rica que eu não conseguiria descrever aqui – nos carros, nos corpos, nos rostos...

Eu vi também muitos rostos. Rostos comuns, sem nada pra disfarçar sua humanidade, suas necessidades.

Eram rostos que falavam de espera...

Alguns esperavam com olhos arregalados como se estivessem prestes a encontrar algo totalmente incrível a qualquer momento – e que esse momento fosse eterno enquanto durasse...

Outros, já esperavam que a noite acabasse logo,

Que a festa acabasse logo,

Que a vida acabasse logo...

E ainda outros que, me parece, não esperavam nada,

Passavam como se houvesse nada de diferente ao seu redor.

Como se aquela fosse só mais uma noite em suas existências, a qual nunca lhes disse muita coisa.

Mais uma noite fingindo-se vivos pra si mesmos.

Mas eu também vi pessoas vivas,

E, assim como os outros, de todos os tipos, e ate línguas.

Mas esses não foram ali em busca de vida, mas para oferecer A Vida

A tantos quantos quisessem recebê-la.

Estavam vivos porque A Vida já os tinha encontrado.

E seus rostos falavam desse encontro,

Assim como seus sorrisos, suas danças, suas canções,

Suas lagrimas de alegria por estarem vendo a espera de muitos terminar.

Vi desconhecidos se abraçando agora como irmãos,

Homens aliviados e alegres por, agora livres de culpa, terem uma nova chance,

Mulheres sorrindo por descobrirem agora que são profundamente amadas...

Agora pareciam duas festas diferentes no mesmo lugar,

Duas alegrias:

Uma que precisava ainda “bombar” mais do que nunca, já que era a ultima noite,

E outra, uma alegria intensa e branda ao mesmo tempo,

Como a de uma mãe quando toma no colo o seu nenê pela primeira vez logo depois do parto.

Uma alegria que inspira descanso e vida,

Pois vinha da certeza de ser sempre eterna.

Eu vi uma luz muito mais forte do que aquelas que tocavam as nuvens...

Essa, dissipou densas trevas

E tocava o coração de Deus.


 

Este texto foi escrito pelo meu grande amigo Jefferson Luz  sobre o Impacto Evangelístico que participamos no período do carnaval no Sambódromo - RJ.



- Postado por: Max às 21:54
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É devagar, é devagar, devagarinho.

Vim cheio de saudade explicar porque não tenho postado e tentar conformar-me com o quanto tenho perdido do que meus amigos devem estar escrevendo por aí. o que acontece é que não posso falar português em seis dias da semana que é parte da dinâmica do curso de inglês que estou fazendo, e isso vai durar seis meses a partir do mês passado (se bem que já era hora de aprender a ler os livros do Lewis em inglês). Outro motivo são os problemas que temos tido com a internet aqui em casa (probleminhas de relacionamento servidor/rede local, etc), na verdade nem sei se isto que estou escrevendo vou conseguir postar, mas, "quem não arrisca não petisca"). Obrigado pela preocupação Claire e a todos vocês (não consegui ler todos os comentários) que mesmo na minha ausência têm insistido em dar uma passadinha e ver se deixo mais algumas pegadas. Valeu mesmo!
Assim que a rede estiver legal eu volto a postar. Inté!

- Postado por: Max às 21:48
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Sobre árvores e frutos 1

Ouvi que uma mangueira não pode dar figos, uvas, ou morangos, ou bananas, mas pensando bem, uma mangueira não pode esforçar-se até mesmo para ter mangas. Nunca ví uma árvore contraindo seu caule e tremendo os galhos para que aquelas florzinhas se transformem em frutos. A natureza é assim. O dia não precisa sorrir para que o sol apareça, as nuvens não carecem de tristeza para que chova, o vento independe de pressa para correr, a flor perfuma sem paixão, a terra treme sem stress ou pulgas. Quanto ao labutar da árvore por seus frutos, bem, ela só precisa estar plantada, nada mais que isto, e institivamente, sem aflição e suor, ela se alimenta da terra, e do sol, e do orvalho, e no devido tempo, se exibem seus frutos.



- Postado por: Max às 19:58
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Porquê as estrelas brilham?

Levantar os olhos
Entender o viver da vida
Medir os limites do horizonte
Revelar o escondido

Como racionais, tropeçamos no raciocínio
Cegamos nossos olhos
Cobrimos de incerteza o nada que sabemos

Levantar os olhos
Sentir mais que o sentimento
Sofrer mais que o sofrimento
Tirar as lentes de nosso "mundinho"
Sair da inércia ante o incompreensível
Desafogar-se do comum

Como se fosse inelutável
abandonamos a causa

Levantar os olhos
Compreender em plenitude
Viver o inatingível

Levantai os olhos
Pois muitos não entendem
Porque as estrelas brilham
por nunca terem olhado para o céu.

(Post do blog antigo. Nada é Utopia, mas não estou certo disso).



- Postado por: Max às 09:13
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Bang Jump


"O sol levanta-se ao horizonte, O corpo solto ao espaço atravessando gotas de orvalho ocultas pela neblina, o suor que escorre no rosto pela emoção que ergue-se dos pés até o olhar que alcança o infinito"

Eu sei, eu sei. Escrever versos sobre isso pode parecer um pouco forçado, mas fazer o quê? Há pessoas que tem por combustível, por força de impulsão, os desafios, e cada um deles exerce a atração irresistível por vencê-los. Daí vem a inspiração.
Deus respeita nossas individualidades para lidar e falar conosco. Foi dessa forma que pregou-me uma peça quando me convidou para pular no seu Bang Jump. Pode imaginar? O Bang Jump de Deus! Sentir a derrota do medo instigando a Adrenalina numa aventura incomparável e emoções e sensações jamais sentidas. O maior desafio já aceito. Alturas eternas de queda livre... Enquanto pensava assim, percebi que não se trata de aventura, trata-se de entrega. O único limite entre minha cara e minha cara amassada é o elástico. O passo do sim e um pulo para confiar toda a vida, por completo, na força do elástico. A dependência incondicional que não questiona mas vive intensamente cada segundo, sentir o vento em cada curva do corpo na liberdade da convicção de que o elástico de Deus nunca cede. Alturas eternas de queda livre me aguardam...

"O mundo está ansioso para ver o que Deus pode fazer através de um homem completamente entregue a Ele".



- Postado por: Max às 14:41
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De um lugarzinho na cabeça

Melhor que tomar banho de chuva, é jogar futebol americano em tempestade de verão, num terreno gramado e poças de lama, sem regras, nem técnicas. Pegar a bola no chão e correr, gargalhar e correr até o outro muro, cair sem se importar com o rosto no barro e sujar-se, fingindo escorregar. Mas não sei como é isso, tão pouco imagino. Talvez, se fosse um pouco mais real o dia de ontem. Ou quem sabe a chuva fosse, mas não a lama ou o inverso sem a ordem e com o muro. Na minha terra não jogamos baseboll, só futebol, mas com os pés. Correr na lama com os pés, sentindo a grama, olhando o muro e a bola oval lançada ao ar; vai segurá-la com as mãos. Mas não sei como é isso, tão pouco imagino. Cansei de pensar, vou fazer algo pra me divertir, alguma coisa que seja melhor do que banho de chuva.

- Postado por: Max às 14:44
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30/12/2004 – Email enviado pelo Sudhakar Simeon, diretor da Jocum em Chennai - Sul da Índia (traduzido do inglês)

Nossa equipe chegou em Colachel hoje de tarde para se juntar ao Samuel, que está lá desde o dia 26. Nem mal chegaram e já começaram a visitar os abrigos temporários tendo em vista estabelecer um trabalho de longo prazo. Por favor, ore para que Deus os possa dirigir aos contatos certos em meio a tudo o que está acontecendo na área.

Eles reportam que há mais de 100.000 pessoas desabrigadas só na área em que estão. Eu conversei com o pessoal de outra missão médica que também está trabalhando na área e eles disseram que já há vários casos de cólera nos abrigos.

O enfoque da nossa equipe, no momento, é distribuir alimentos e remédios. Por favor, ore por mais médicos, remédios e alimentos. O odor produzido pela mortualha em estado de decomposição é insuportável. Ore pela graça de Deus sobre o nosso pessoal também.

Temos recebido muitos telefonemas e emails de pessoas e equipes, tanto da Índia como do exterior, se dispondo a vir. É confortante e encorajador saber que vocês estão conosco nesse trabalho de socorro. Porém, a equipe precisa de mais tempo para estabelecer uma estrutura para recebe-los. E com o início do que parece ser uma epidemia de cólera, não é viável recebermos nenhuma equipe do exterior no momento. É muito provável que teremos casos de febre tifóide e tétano também, e os recursos médicos no momento são bem precários. Estamos muito abertos, sim, para receber médicos, enfermeiros e pessoas treinadas na área de socorro em desastres e calamidades.

Outras equipes de curto prazo poderão vir por uma semana ou mais nos próximos 3 meses. Nossa visão não é só prestar socorro a curto prazo. Temos planos de permanecer na área por um longo prazo e estabelecer um trabalho permanente.

Nós estamos recolhendo e distribuindo roupas àqueles que perderam tudo. Portanto pedimos que todos possam se mobilizar no sentido de coletar roupas entre JOCUMeiros, entre familiares e amigos, nas igrejas, etc. e enviem aqui para Chennai. Precisamos de saris, camisas e camisetas, dhotis e roupas de crianças. Se as roupas para crianças pudessem ser divididas por faixa etária isso já nos ajudaria bastante.

Vamos continuar a mante-los informados. Obrigado pela sua cooperação...

Visite o especial da BBC Brasil sobre a Catástrofe na Ásia -

Clique Aqui



- Postado por: Max às 11:03
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Vamos enviar uma "Tsunami" de misericórdia e provisão para a Índia

Amigos, temos usado todos os meios de comunicação possíveis, inclusive este blog, para levantar o maior montante de recursos a fim de enviar para as equipes que estão se mobilizando na Índia com a missão de mudar um pouco a atual situação de desolação naquele país. Segue o e-mail que recebemos de uma liderança local para que te ajude a ver mais de perto as necessidades mais urgentes e te ajude a decidir com quanto ajudá-los. Esta é uma ótima oportunidade de sermos generosos e fazer diferença num povo que conheçemos a distância.

E-mail:

Ninguém estava esperando nenhum desastre e aconteceu no domingo de manhã, 26 de Dezembro.

Com o golpe do 'tsunami' vidas de pessoas em toda parte do sul e sudeste da Asia foram dramaticamente transformadas. Em Tamil Nadu, India, vilas de pescaria foram os mais prejudicados.

Com barcos e cabanas destruídos, pessoas amadas e seu sustento foram roubados deles.

O centro de pesca de Colachel está entre os mais afetados com mais de 4000 mortos com expectativa de crescer. Cabanas situadas próximas a costa de Colachel foram esmagadas. O Jornal Expresso da India anunciou que Colachel foi a que sofreu o pior golpe da onda 'Tsunami'. Há mais de 7000 famílias que estão agora sem moradia. Enquanto as ruínas estão sendo limpas e as águas do oceano recuam, mais corpos se espera ser encontrados. Em Nagapattinam, o mal cheiro de corpos em decomposição impede até que se respire o ar. Tem sido relatado que o progresso dos esforços de assistência e resgate estão se movendo como passos de lesma.

O 'Tsunami' tem deixado muitas pessoas sem moradia, lançando longe seu sustento e deixando muitos sem esperança para o futuro.Quando o 'Tsunami' se tornar uma simples memória para o resto do mundo, as pessoas de Colachel, Nagapattinam, e outras vilas costeiras continuarão trabalhando para levar adiante suas vidas.

Esta trágica história se estende até as cidades costeiras de Tamil Nadu, especificamente em Chennai. Os números continuam crescendo. Apesar de muito trabalho já está entrando em ação, ainda resta muito para ser feito.

JOCUM está se mobilizando rapidamente. Uma das vilas de pescadores em Chennai que nós temos um ministério fixo foi atingido pelo golpe de 'Tsumani'. Em Colachel, outro centro de pesca no sul, um de nossos obreiros que lidera nosso ministério com favelas estava em casa para o feriado do Natal. Ele está profundamente envolvido no trabalho de socorro na costa.

Nós estamos enviando equipes e nossos obreiros para dentro destas áreas de risco. Eles estão agindo tão rápido quanto você está recebendo este e-mail. NÓS PRECISAMOS SUA AJUDA. De imediato precisamos de US 60.400 [Sessenta mil e quatrocentos dólares]. O acidente foi gritante.

Necessidades Imediatas:

  • Pacotes de comida para os pescadores. Nós estamos planejando prover arroz, lentilhas e óleo para 7000 famílias que tem perseverado nos últimos 5 dias em que os ajudamos a superar este estágio inicial de trabalho de socorro. Este montante é para imediatamente. Custo : 34.000 dólares.
  • Medicina: Por causa da grande massa de corpos mortos que estão sendo lavados na praia e a devastação de casas há uma erupção pendente de disenteria, cólera e outras doenças. Nós estamos providenciando medicina para combater esta erupção potente.Custo da medicina e da distribuição: 12000 dólares.
  • Abrigos e casas temporárias: Nós proveremos sacos de dormir ou providenciar cobertura para as chuvas que podem vir. O chão ainda está molhado e eles precisam alguma coisa para dormir em cima. Custo: 2400 dólares
  • Nós estamos mobilizando uma equipe de 45 pessoas para um trabalho de assistência e socorro. Nós precisamos de 12000 dólares para transporte, alojamento e comida para mantê-los trabalhando

Necessidades a longo prazo:

  • Distribuição de utensílios de cozinha, potes, pratos para 2000 famílias da mais pobre das pobres na área do desastre. CUSTO: 14500 dólares.
    Finalmente, nós estamos planejando uma completa reabilitação de 3 vilas de pescadores. Isto poderia incluir ajuda para aqueles que estão órfãos, viúvas, reconstruindo casas, consertando barcos, comprando novos barcos para os mais pobres e consertando ou comprando suas redes de pesca.Custo: 500.000 dólares.

Estaremos mudando de E-mail para dgsouza@pmbx.net , estamos indo para calcuta que é uma região fechada e trabalharemos mais com este e-mail que é um e-mail seguro.

Servos das nacões D&G

 

O site abaixo contém informações atualizadas destes projetos de ajuda no sul da Índia, nas áreas de Chennai (Madras) - Kottivakkam, favelas de Besant Nagar e Royapuram.
. Estamos tentando providenciar para breve um site em Portugues:
http://www.angelfire.com/hi5/asiatsunami2004
 

As doações devem ser enviadas para Jovens Com Uma Missão-India

Banco Bradesco AG 2814-2, C/C 8620-7

CONTATOS:

Projeto Índia -JOCUM/RJ A/C Jorge e Jaqueline Umanzor
E-mail:projetoindia@jocumrio.org.br
Tel.[21] 2676-1378/ 2676-1376/2650-5227

Projetos Internacionais - JOCUM/BR Área de Riscos e Calamidades - A/C Rai
E-mail: maria_rai@yahoo.com.br

 

Contamos com seu apoio. Se quiser repassar a mensagem, fique à vontade. Valeu!



- Postado por: Max às 16:05
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Ó nóis aqui trá veiz.

Voltei! Desculpem-me amigos, pelo silêncio destes 33 dias e obrigado pelos que sentiram minha falta (Valeu Claire!).
Motivos do sumiço: Feriados e muito trabalho na preparação de um seminário que começa neste dia 10.

Talvez um blog não seja o melhor lugar para isso, mas certo de que alguém atenderá ao apelo, por favor, orem por este Seminário e se quiserem saber mais a respeito, comente e coloque seu e-mail.

Até o próximo post. Tenho tido algumas idéias e repentinas inspirações, só preciso de um tempinho pra escrever.



- Postado por: Max às 11:30
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Em um culto...

          Sabe aqueles momentos que, como dizemos, nos sentimos um peixe fora d’água? Por vezes me sinto assim. Não por conta dessas estradas pedregosas e poeirentas, com tantas ciladas e encruzilhadas, mas por saudade, quer dizer, às vezes parece saudade com a sempre presente vontade, aquela de dois posts abaixo (Êxtase). Sei exatamente para onde estou indo e um dia vou chegar em casa, no entanto, essa certeza não subtrai em nada a ansiedade que, posso dizer, me é muito útil. Faz-me pisar mais firme, faz-me sonhar...
     “Quero te ver” – cantávamos – “Quero te tocar, quero te abraçar, quero te ver...” É isso! Esse é o motivo por que continuo a machucar os pés. Eu o amo! Quero vê-lo, senti-lo, tocá-lo... Um dia vou chegar em casa, mas a espera no amor não é passiva, não há como rejeitar facilmente o desejo involuntário desse sentimento. Sei que preciso esperar e caminhar alguns quilômetros mais, contudo, se puder ser agora, ao menos algum reflexo do que será, mesmo por traz ou em sombra. Poderia ser agora. Gostaria que fosse agora. E em sorrisos, não sei porquê não foram lágrimas, só pude sorrir e dentre eles continuava cantando – “Quero te ver, quero te ver...”
     À minha frente, duas jovens, abraçadas, chorando muito, parecia-me que, não sei ao certo, mas pensei que pediam perdão e dava a impressão que se perdoavam. O choro delas se tornava mais intenso e vivo a cada momento. Então tive certeza. Isso é o que elas faziam. Declaravam-se, diziam abertamente uma à outra, sem receio, dúvida ou medo, com a sinceridade de cada lágrima e de faces com pureza e transparência tais... Pude ler seus lábios, você também poderia – Eu amo você – diziam, olhando nos olhos.
     Não pude mais cantar, afinal, eu já estava vendo-o.


- Postado por: Max às 19:33
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Acredite, é verdade.

“Seria cômico se não fosse trágico” (sempre quis dizer isso).
No Rio de Janeiro tem muitos motéis, muitos mesmo, incontáveis eu diria. Afinal, não é assim que o Rio é conhecido? Terra da sensualidade, reflexo deste século sexocentrista, mas o que quero lhes contar é o que vi quando retornava da Central do Brasil pela Rodovia Washington Luiz. Confesso que não pude deixar de rir antes de pensar o quanto isto é sério. Na entrada de um motel, quase escondendo os serviços oferecidos (sauna, piscina, hidro, etc) o outdoor exibia como slogan:

“Amai-vos uns aos outros”.



- Postado por: Max às 21:06
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Êxtase

     Os sons para trás de mim, como em uma surdez progressiva, abafados lentamente, davam-me a impressão, por mais real que fosse, que este outro mundo deixava de existir. Meus sentidos o recusava. A fronteira da sensibilidade levantava a cancela somente para o belo e sublime.

     Era um dia normal, devo dizer, entre vilanias e grandezas que se aporcalham de vez em quando, mas o Rio é assim mesmo, como todo o resto. A praia, em um dia como este, não é atraente nem convidativa, pois mesmo estando ao final do crepúsculo e o mar de ressaca, o sol inibiu-se por todo o dia deixando apática e sem graça a famigerada Copacabana. Mas não! Não naquele momento! Ali tudo era diferente.

     Eu não tinha grandes problemas. Talvez o maior deles fosse desconhecer qual ônibus me levaria para casa. Só queria pensar. Não pensar simplesmente como se faz ao traçar metas, arquitetar caminhos, como sondando sentimentos, imaginando, inventando, idealizando, sonhando acordado. Pensar em algo que não fosse eu mesmo, ainda que não houvesse razão.

     A orla quase deserta. Sentei-me a olhar o mar. Descalço, queria sentir o toque da areia - Oh! Admirável e deslumbrante mar! Que encanta, fascina, seduz. Que desejo é este de entregar-me às tuas vagas e me perder em você! - Deitei-me ao estender os braços, arrebatou-me os sentidos, cada grão de areia me acariciava, o som das ondas, o cheiro da maresia, a brisa, o vôo das gaivotas abaixo do céu prateado. Sim! Eu as podia sentir e nada mais senão isto. Tudo o mais se perdeu. O tempo se perdeu. Não posso dizer-lhe se minutos ou horas se passaram. Não existiram momentos. Fui absorvido em elevo e contemplação, inspiração e entusiasmo. Um rapto das sensações. O vivo prazer que absorve todo e qualquer sentimento.

     Até que voltei deste êxtase. Levantei-me sem desviar os olhos do mar. Um único segundo era precioso demais para perder-se. O fim do dia anunciava-me que precisava ir. Todos precisam, agora eu sei. É verdade que não podemos ficar. Ao menos até que este sol não torne a esconder-se. Mas não é tão fácil. Os que já estiveram ali sabem o que digo. É como arrancar o próprio coração. Bastou um olhar para trás e ele pressionou o meu peito forçando um grito sufocado. Já estava chorando. Prostrei-me, enterrando a testa na areia que se misturava ás minhas lágrimas. Cerrando um punhado entre os punhos, como que segurando-me para que ninguém pudesse me tirar dali. Diriam que estava louco se estivessem me observando. Em posição fetal, entre espasmos, com a boca entreaberta por não conter o choro, clamava – Não vou voltar lá... Não posso voltar... Quero ficar aqui... Não vou voltar... Não vou voltar...

     Também não sei dizer quanto tempo isto durou, mas, como disse, precisava ir, todos precisam. Cada passo para a calçada era uma punhalada no peito. E voltei a ver os prédios, os poucos carros daquela noite, os transeuntes... o Rio e todo o resto.

     Hoje eu entendo. Agora sei o porquê daquele sobressalto. Medo, esse é o motivo, tive medo e ainda tenho, confesso-vos isto. Medo de perder e não mais encontrar, medo de deixar-me levar. Meu Deus! Como sou propenso a isto. Medo de esquecer. Sim! Esquecer de como é e deixar de viver. No entanto, ele sempre estará lá...

 

     O toque da areia, o cheiro da maresia, a brisa, o vôo das gaivotas, o mar...



- Postado por: Max às 10:05
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Ô trem trabalhoso!

Depois de muito trabalho, estou de Template novo pessoal! O que acharam? Agora estou livre para postar!

Saio cantando: "Eis que tudo novo se fez, tudo se fez novo..."



- Postado por: Max às 10:35
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A Batalha

 

 

     Dor lacerante em cada músculo. Não sei se respiro  porque quero ou por mero caso de que devo fazê-lo, ainda que o ar evite entrar-me ao corpo... Meu corpo... Desfalece devagar. Caminho sustentado unicamente pela recusa em sucumbir. Passos incertos, vacilantes, erguem a poeira do deserto. Cheiro de pólvora. Gritos em meio à apavorante loucura destes sons... Mortos caem ao meu lado. Feridos rastejam por toda a parte. Meu desespero faz-me lutar em lágrimas. Urrar com ódio em meio ao choro de agonia.

     O inimigo avança com a força dos cavalos. Recordações revezam aleatóriamente, segundos de vidas inteiras, diante dos olhos. O suor escorre pelo corpo aderindo a sujeira  do campo de batalha. Muitos recuam com medo, compreensível medo, mortífero medo.

     O inimigo avança com a força dos cavalos. Poucos de nós permanecem de pé. Eles são muitos... Estamos fracos. Sobraram os piores soldados. Por um momento, e momentos, pensamos que vamos morrer. Precisamos de um milagre. Só mesmo um milagre.

     Mãos sujas tentam desembaçar os olhos na ansiedade de ver-me em outro lugar, o outro lugar... o outro lugar. Imaginações misturam-se à realidade trazendo-me de volta. Preciso lutar. Meu Deus! Os cavalos! O que está acontecendo! Os cavalos, os cavalos estão caindo! Continuamos marchando. Eles estão com medo! Também estão caindo! Mas, mas...

     Caio de joelhos na areia do deserto. Fujiram! O cheiro de pólvora desvanece. Vencemos! Por um milagre, um verdadeiro milagre, vencemos!



- Postado por: Max às 09:29
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