
| Nome: Max Idade: 21 Status: Caminhando |

Tudo pronto, a Internet voltou a funcionar aqui em casa e eu estou com alguns pensamentos acumulados, não pretendo abandoná-los mais, pelo menos até onde posso escolher. E pra começar vai este pequeno texto.
Cai na Real
Se um gato atravessa uma ponte não é provada sua resistência, mas se um trem a atravessa alguém poderia dizer que ela é realmente forte e outro, conferiria as estruturas para dar-se a certeza que o trem não causou muitos estragos, por fim, a questão é que, gatos talvez, não façam diferença. Entendo que seja cômodo ancorar nossas emoções e estado de mente sentados no sofá assistindo a novelas e reality shows. Entendo que seja desejável, talvez por ser cômodo, pois pareceria estranho se alguém trocasse, em escolha, uma pedrinha no sapato por uma bigorna na cabeça, chamaríamos loucura se, voluntariamente, o cisco no olho desse lugar à cegueira. Ninguém quer sentir a pressão, o peso de cada vagão ao tremer cada base entre aquela tão conhecida e cruel expectativa se vai ser sempre assim. Posso cuidar que seja melhor não pensar em inevitabilidades na distração do sofá, ou o melhor mesmo seja arriscar-se em dar uma olhada e saber se essas colunas realmente suportam tanto. Posso escolher fingir e viver num otimismo burro pensando assim evitar o desespero ou levantar-me e, sem desespero, simplesmente confiar e agir sem fazer nada além do que é preciso, e o que é preciso confiando. “Mas tudo isso não tem nada a ver comigo, meu mundinho é melhor, aspiro por minha realidade mesmo que não seja verdade”. Mas todos os dias caem, e eu posso perceber, e sentir, alguns tijolos dessa parede pintada de ilusão.
E vai ser sempre assim, tudo depende de como encaro o que não depende de mim. Não posso arriscar-me pelo que já é obvio a deixar de sorrir.
Algo vai passar e eu estou pronto e mais certo estou agora de que gatos não fazem mesmo diferença, pois assim, para que serve a ponte? Que eles aprendam a nadar.